Exposição "Documentos relativos à Política Ultramarina da Repartição de Negócios Políticos (1962-1975)" no claustro do Palácio das Necessidades

 

“Portugal, país europeu é também um país atlântico. Potência pequena, semiperiférica e com uma só fronteira terrestre, Portugal viveu sempre um equilíbrio geopolítico instável, entre a pressão continental e a procura de uma alternativa marítima. Dessas condicionantes geopolíticas e desta continua tentativa de equilíbrio, decorre um movimento de longa duração que foi definindo invariantes e permanências nas opções estratégicas e nas características históricas da política externa portuguesa.”

In Dicionário de História de Portugal, vol. IX, cord. Barreto, António e Mónica, Maria Filomena. 1.º ed. 2000. p. 116. 

 

“Em 1951, uma revisão da Constituição de 1933 – e do Acto Colonial de 1930, para onde esta última remetia conferindo-lhe dignidade constitucional – fazia desaparecer dos seus textos tanto a expressão “império colonial” como a simples denominação de “colonias”: doravante, os territórios de África e do Oriente sob a soberania portuguesa passavam a ser referidos oficialmente por “províncias ultramarinas”, ou por “ultramar”.”

In Dicionário de História de Portugal, vol. IX, cord. Barreto, António e Mónica, Maria Filomena. 1.º ed. 2000. p. 540.