A relação conflituosa de Salazar com os três Embaixadores portugueses em Berlim durante a II Guerra Mundial

 

“… Contrariamente ao que Salazar desejaria, e por razões diversas, a legação portuguesa na capital do Reich não teve grande estabilidade durante os anos de guerra – nesse período, houve três ministros plenipotenciários: Alberto da Veiga Simões, Francisco Nobre Guedes e Pedro Tovar de Lemos. O primeiro, (…) permaneceu em Berlim durante sete anos (1933-1940), até á saída inevitável. O segundo, uma aposta pessoal de Salazar, era um homem do regime, germanófilo convicto, deputado da União Nacional e antigo comissário da Mocidade Portuguesa. Contudo, acabará por ser exonerado, a seu pedido, apenas sete meses depois de tomar posse (1940-1941). Será por isso Tovar de Lemos, o conde de Tovar, de quem Salazar não gostava particularmente, que acabará por representar Portugal até à desintegração do III Reich. …”

 

Excerto do artigo, publicado no Expresso de 18.08.2018, da historiadora Margarida Magalhães Ramalho

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